01 – Adão, o Primeiro Homem

Adão, o Primeiro Homem
Lição 1 – 5 de Janeiro de 2020
Texto Áureo: Gênesis 1.26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre toda a terra.
Leitura Bíblica em Classe: Gênesis 2.1-8

Introdução: Por volta de seis mil anos atrás houve um concílio da trindade onde foi decidido o aspecto de como o homem seria feito. Nessa decisão a trindade divina, a qual é constituída de Deus Pai; Deus Filho e Deus Espírito Santo deliberaram e concordaram que o homem seria feito com a Sua imagem e semelhança. Muitos por entenderem literalmente esse texto imaginam que Deus tem a mesma forma biológica do homem, o que é um puro engano, pois Deus é Espírito e não poderia ter essa forma biológica. Deus como Pai dos espíritos, gera um espírito no momento da concepção do homem, o qual vai habitar no corpo de todo ser gerado biologicamente e, isso não significa que o corpo biológico tem a mesma forma do espírito gerado por Deus. Sendo Deus Espírito, então é o nosso espírito que vai ter que ser como a Sua imagem e semelhança e não o nosso corpo biológico. Adão ao ser formado por Deus, o seu espírito estava sendo transformado à imagem e semelhança divina; quando a cada dia o Senhor o visitava, mas esse processo foi interrompido com a sua queda. Significa que o pecado interrompeu esse processo e a imagem que estava sendo formada foi desfigurada, daí a necessidade desse pecado ser expiado para que houvesse uma continuidade nesse processo. Essa continuidade porém, envolve toda uma condicional ordenada pelos preceitos divinos. Assim entende-se que esse processo depende da disciplina da nossa alma que é o pêndulo entre o espírito e o corpo biológico. A carne luta contra o espírito e o espírito luta contra a carne e quando o espírito está vencendo a carne, então é aí, que o homem está sendo transformado à imagem e semelhança de Deus. Agora é preciso entender, que só quem tem Cristo como o Senhor da sua vida e o obedece sem restrições é que pode alcançar essa imagem. O homem é a obra perfeita de Deus e foi gerado para ser infinito, ao contrário de todos os outros seres que são finito. Infinito porque o homem é um espírito que nunca vai morrer, só que esse espírito tem dois destinos: a vida eterna com Deus, ou a condenação eterna no inferno e isso depende do homem escolher onde quer passar a eternidade.
1. Toda obra que Deus começou e concluiu estava relacionada ao homem.
Gênesis 2.1 ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados.
O homem não tem o poder de criar a matéria, pois somente Deus tem esse poder. O homem pode manipular a matéria, mas quem cria a matéria é Deus. E foi com a matéria que Ele criou e formou, tanto a inorgânica, como as plantas, os animais e finalmente o homem do pó da terra, o qual é matéria. Tudo que Deus criou com toda perfeição foi no sentido de dar ao homem as melhores condições de habitar nesta terra para ser o louvor da Sua glória. Foi dado ao homem o poder de dominar sobre todas as coisas terrenas, mas pela sua desobediência perdeu esse poder para Satanás, poder esse que perdurou até Cristo retomá-lo com a Sua vitória na Cruz.
2. O descanso de Deus envolve a conclusão da obra, pois Ele jamais se cansa.
Gênesis 2.2 E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. Gênesis 2.3 E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.
Deus é Espírito e portanto não se cansa e nem se afadiga. A questão que Ele descansou está voltada para o término da Sua obra criadora. Deus não descansou como alguém que estivesse cansado, mas sim como alguém que ficou satisfeito com tudo que começou e concluiu. É preciso entender que os dias da criação não estão no tempo Cronos, que é o tempo do homem e sim no tempo Kairós que é o tempo eterno de Deus. A santificação do sétimo dia foi para o homem se separar um dia da semana para ter uma relação com Ele, isso na dispensação da lei. Foi nesta dispensação da lei que foi instituído o sábado como o dia de descanso, como também de comunhão com Deus e foi instituído como uma prática obrigatória. Na dispensação da graça, não podemos ter essa prática obrigatória de guardar dias, isso porque, Deus passou a habitar em todos que se convertem a Cristo e dessa forma para a igreja, todos os dias são do Senhor. Assim, Jesus é o Senhor não somente dos sábados, mas de todos os dias de nossa vida. Todos os dias o Senhor é digno de receber, adoração, honra, louvor de todos os crentes firmados em Cristo. Nessa nova dispensação, que é da graça, o Espírito Santo nos leva a fazer na semana toda, devocionais com adoração, louvor e serviço para a glória de Deus e não somente em dia determinado.
3. Deus se revela como o generoso provedor da necessidade do homem.
Gênesis 2.4 Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus, Gênesis 2.5 E toda a planta do campo que ainda não estava na terra, e toda a erva do campo que ainda não brotava; porque ainda o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra. Gênesis 2.6 Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra.
Toda essa magnífica provisão estava situada no jardim do Éden e tudo foi preparado para o homem ter as melhores condições de uma vida farta. A fauna, a flora e o melhor sistema de irrigação estava preparado para receber o homem criado por Deus. Deus deu o melhor para o homem ter a sua subsistência alimentícia, mas havia uma condicional, a qual era que deveria cuidar e cultivar tudo que lhe foi dado. No cuidado de lavrar a terra o homem deveria manter-se ocupado e com essa oportunidade usar as suas aptidões sendo um fiel despenseiro de sua criação. Todos nós temos aptidões e devemos colocá-las à disposição do Senhor para o nosso bem e o bem de todos e o nome dele ser glorificado pelas nossas ações. A mente desocupada é um perfeito lugar para o Diabo agir.
4. Deus é o formador do corpo do homem, mas também o que gera o espírito.
Gênesis 2.7 E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
Deus como o supremo oleiro deu início ao processo de formação do Seu vaso usando argila como matéria prima da Sua obra. Deus como oleiro deu o formato que foi planejado e a estátua de barro recebeu o Seu sopro de vida tornando-se um ser vivo, já totalmente equipado e com todas as funções orgânicas e mentais necessárias a sua sobrevivência na terra. O homem é a obra prima de Deus e, é um ser único e, ele é o que é, porque o Senhor soprou em sua narina o fôlego da vida, que é o espírito. Isso significa que Deus nunca fez isso com um animal, pois esses não são dotados de espírito. Quando um animal morre, acaba aí o seu ciclo de vida, ao contrário do homem que não é em si, um corpo biológico, mas um espírito e esse espírito é eterno e portanto nunca morre, porque o que morre no homem é só a sua parte biológica. O corpo volta ao pó e o espírito volta a Deus, que o deu, porém esse espírito que volta a Deus tem dois destinos a seguir; o céu, ou inferno e nisso pensai. Nós como espírito que somos devemos viver para Deus, uma vez que somos dele, pois foi ele que nos gerou para habitar num corpo formado de barro.
5. Deus plantou o homem num paraíso que foi obra perfeita das suas mãos.
Gênesis 2.8 E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado.
Deus não deu para Adão nenhum título de propriedade desse paraíso, pois a sua permanência infinita nesse lugar era condicional a sua obediência. O Éden se tornou o lugar da residência oficial do homem com todas as benéfices que poderia desfrutar, mas também era o local onde ele seria originalmente testado. Isso porque, Deus fez e sempre fará testes de fidelidade com o homem até que ele alcance o estágio final da salvação. O homem tinha tudo no que concerne às bênçãos divinas, mas com o seu livre arbítrio cedeu ao caminho da tentação, o que o levou a perder a sua residência no paraíso. Temos a promessa de um paraíso nas dimensões celestiais, mas ainda estamos a caminho para chegar a ele, só que Deus impôs condicionais para chegarmos e se cumprirmos todas elas é certo que chegaremos, não para uma residência provisória, mas sim, eterna.

Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel